sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Köszönök mindent

É gente, agora chegou ao fim. Depois de um mês e 15 dias na Hungria, meu projeto terminou. E o que eu posso dizer de toda essa experiência que eu tive? Vou definir em 3 palavras:

1- Impacto - impacto por que foi a minha primeira experiência fora do Brasil e sozinha. A cada passo que eu dava tanto na Alemanha, como na Polônia, Holanda e Hungria eu conhecia e experimentava sensações e oportunidades diferentes. A primeira vista tudo foi estranho, e uma coisa eu posso dizer com certeza. Depois desse intercâmbio, consegui começar a desenvolver minha mente global, que era algo que eu não havia desenvolvido nesses vinte anos que eu tenho no Brasil.

2 - Aprendizado - Depois do impacto veio o aprendizado. A medida que eu falava do Brasil, tentava desenvolver a perspectiva profissional e pessoal dos meus alunos do High School, eu aprendia mais com eles e com as famílias nas quais eu fiquei hospedada, do que ensinava. E esse sharing de conhecimentos com certeza, vai fazer diferença daqui pra frente. E nada melhor do que o reconhecimento no final

3 - Mudança - Volto para o Brasil, muito diferente do jeito que eu saí. Diferente no que diz sentido a maturidade (maneira de pensar, agir), uma visão diferenciada de querer realmente fazer a diferença. E acreditar mais ainda na proposta da AIESEC.





E termino meu projeto com essas palavras: "Coming together is a beginning. Keeping together is progress. Working together is sucess" (Henry Ford) - and I honestly believe that working together with you was a real sucess (Gál András - Diretor da escola Bocskai István). 

Agora é hora de arrumar as malas, mais um final de semana e estou de volta!

Magyarország, köszönök mindent!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

IT's running de verdade!

Estou aqui de volta, depois de alguns dias sem postar no blog. Os dias aqui estão passando muito rápido e como se não bastasse é pouco tempo e muita coisa para fazer. Aula na escola pela manhã, mil e um emails para se responder durante a tarde, programação diária com as famílias, viagens, saídas. Isso tudo faz com que o blog não esteja sendo atualizado com frequência, mas vou dar uma resumida nos acontecimentos importantes. 

Semana passada, mudei de família como todas as semanas e me deparei com uma família que tinha dois gatos. Aparentemente os gatos eram calmos, não se aproximavam de mim, a família tinha estudado sobre o Brasil, então fizeram de tudo para que eu me sentisse em casa e não comesse sopa diariamente. A mãe era juíza da Câmara e fez questão de me levar para a prefeitura, para conversar com o prefeito. Então em plena quarta-feira, estava eu sentada na sala do prefeito discutindo em inglês sobre economia e transporte público do Brasil e de Szerencs. E uma coisa é certa, se nada der certo no Brasil, já tenho emprego garantido aqui na Hungria!

Mas voltando ao assunto dos gatos, bom como eu disse aparentemente eles eram calmos até eu ir dormir na segunda-feira. Já era quase meia-noite, e eu estava terminando de responder uns emails, preencher algumas planilhas, quando eu escuto um barulho. Quando eu olho para porta do meu quarto, era o gato pulando na maçaneta e tentando abrí-la. Além do que, ele fazia umas pausas momentâneas e olhava para mim pela porta e ficava me encarando. Não vou negar, morri de medo e já não sabia o que fazer. Até que tive a bela ideia de colocar minha mala atrás da porta.


O gato não conseguiu entrar neste dia, mas no dia seguinte ele não só entrou como dormiu ao meu lado.

E como o título da postagem diz: It's running. O tempo aqui está passando muito rápido e os resultados estão vindo com o tempo. A primeira semana de aula tinha sido muito boa, mas a participação dos alunos ainda era fraca. Como tinha dito anteriormente, eles tinham vergonha de falar inglês, medo de errar e com 3 semanas tudo está diferente. Os alunos participam das aulas, trazem perguntas e não têm medo de errar. Prova disso é o reconhimento:



Só posso dizer uma coisa, essa experiência está sendo muito válida. Recomendo para todos :)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Teaching english everyday!

Segunda semana de aula, e a experiência está sendo ótima. Estou dando aula em uma High School para alunos de 16  - 18 anos, inicialmente sobre o Brasil. Próxima semana, eu começarei a montar minha Job Description para as outras semanas. Os estudantes daqui são bastante interessados, apesar de serem bastante tímidos para falar inglês. É engraçado perceber como eles estão envolvidos com a aula, e que ficam super curiosos e cheio de dúvidas sobre o Brasil, mas na hora das perguntas eles ficam com vergonha pelo fato de poderem pronunciar errado alguma palavra, ou não saber como perguntar. Mas fora da aula, eles são muito comunicativos. Todos querem conversar comigo sobre o Brasil, saber o que eu faço lá, novamente perguntam como eu sou brasileira se eu sou branca e se eu sei dançar samba. Falando em samba eu tive até que ensinar a dançá-los, como se eu soubesse né? Mas o que eu sei para a Hungria, parece tá bom! Abaixo segue uma foto com meus alunos:


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Nunca mais eu invento de tomar banho de banheira

Hoje resolvi me dar ao luxo de tomar banho de banheira. Mudei de família, e a banheira parecia tão boa e convidativa que eu resolvi aceitar o desafio e fui ao seu encontro. O banho foi bastante tranquilo até o seu final, quem disse que eu conseguia esvaziar a banheira? Comecei a me desesperar, não queria chamar a dona da casa, então comecei a observar tudo no banheiro que poderia me ajudar a destampar a banheira, e não encontrei NADA. Olhei para a escova de dente do pai dela, e não tive dúvidas era ela que ia me ajudar. Foi ai que tudo começou, tenta puxar com a mão, colocava a escova e NADA. Então tive que ficar segurando por um bom tempo o abridor da banheira com a mão e a escova, isso demorou uns 30 minutos. Como vi que não tava adiantando, achei um balde no banheiro e comecei a tirar a água e colocar na privada, foi ai que a água foi reduzindo e eu  consegui destampar! Tempos depois chega minha host perguntando se tá tudo bem, por que eu tava demorando muito. Enfim, deu tudo certo. Só não sei como tá a situação da escova de dente! 


domingo, 15 de janeiro de 2012

Vidinha difícil

Esse final de semana, resolvi comemorar meu aniversário em Budapeste. Não poderia ter feito uma escolha melhor. A cidade é muito agitada, em relação as outras cidades na Hungria e a noite do fim de semana é ótimo.    Hoje fomos no Heroes Square e aproveitamos para patinar. Mas vou confessar que a sensação térmica não é nada agradável, principalmente quando está ventando muito. Falando em sensação térmica, resolvemos ir pra uma piscina térmica em pleno inverno. Não vou negar que a piscina estava ótima, super quente. Mas não tinha mais engraçado do que ver as pessoas saindo da piscina. Ninguém aguenta o frio, então é todo mundo correndo a hora toda!


Voltando de Budapeste para a minha cidade, tivemos um problema no trem. Pegamos o trem errado, e não sabíamos que tínhamos que comprar um novo ticket. Uma húngura chegou  no lugar que eu estava sentada, e falou que eu estava sentada no lugar dela. Mas eu comecei a tentar explicar que eu estava no meu lugar, foi ai que todos começaram a se manifestar  e em húngaro. Comecei a não enteder nada, e comecei a falar inglês e perguntando se alguém sabia falar, mas não, ninguém sabia. Todos só falavam húngaro no trem, o cara que cobrava o ticket chegou, a comunicação não foi muito fácil, mas como em qualquer lugar no mundo, dinheiro resolve tudo. E foi isso que fizemos, tivemos que pagar a mais!

Mudei de família novamente, e as pessoas aqui são ótimas! O pessoal daqui gosta de comer muito, e beber também. Vinho não falta em nenhuma refeição, nem a famosa Pálinka.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pálinka almost everyday!

Antes de falar da Pálinka preciso colocar as novidades em dia! Então começando pelo último dia em Eger, como eu já disse passei o final de semana em uma cidade no interior da Hungria e que quando tem festa, todos comparecem por que é a única festa da cidade [...]. Então domingo, a festa era na Broadway, e ela ficava localizada nada mais, nada mesmo que debaixo da igreja mais famosa da cidade:


Voltando de Eger, me mudei para Szerencs outra cidade no interior. Visitei a escola que eu vou dar aula, e essa semana me tornei aluna do segundo ano. Não vou negar que meu húngaro já tá começando a ficar razoável, os húngaros são ótimos, muito receptivos e amigáveis, todos querem saber sobre o Brasil. E a pergunta, ou afirmação que eu escuto todos os dias: Você não pode ser brasileira, por que você é branca. Sim, todos falam isso! Além de pedirem para que eu dance samba, e sim já dancei! Outra costume aqui na Hungria, o beijo é mais importante do que o sexo. Se você beija alguém, é por que você tem sentimento pela pessoa, se você só quer ficar por ficar, é só sexo sem beijo. (aprendizado com minha irmã). Falando em irmã, minha host family é ótima. E duas coisas que os húngaros não vivem sem: Pálinka, a bebida típica daqui e comida. Eles comem 24 horas por dia, isso pode ser visto através do meu novo físico nas fotos postadas no face.


E para quem não acreditava na minha fluência no inglês, preciso dizer que: my english is very good! hahaha Nem preciso mas parar pra pensar, ele simplesmente flui!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Baladinha no interior da Hungria

Chegando na Balada em Eger, interior da Hungria nos deparamos com esta placa:



Não foi preciso demorar muito para perceber que esta placa fazia totalmente sentido. 
1° - Mulher não paga a balada
2° - Devido ao fato da primeira opção, a balada é composta por 75% de mulheres doidas procurando homem, por que sabem que eles vão estar presentes e procurando por elas.
3°- Eles sabem que elas vão estar competindo uma com a outra por eles, afinal mulheres são mulheres.

Mas falando um pouquinho sobre a balada, como a cidade era de interior todos só frequentam ela no final de semana o que faz com que ela fique bem lotada. E não, a balada não toca música húngara, só internacional.

Falando nisso, encontrei até Justin por lá: